domingo, 6 de outubro de 2013



O sono e os sonhos

Marta Antunes Moura


Categorizados por Allan Kardec como fenômenos de emancipação da alma, o sono e os sonhos são indicativos de  que o Espírito encarnado  nunca está inativo,  ainda que mantido ligado ao corpo físico pelo perispírito:
Durante o sono, apenas o corpo repousa, pois o Espírito não dorme; aproveita-se do repouso do corpo e dos momentos em que  a sua presença não é necessária para atuar  isoladamente e  ir aonde quiser, no gozo então da sua liberdade e da plenitude das suas faculdades. Durante a encarnação, o Espírito jamais se acha separado completamente do corpo; qualquer que seja a distância a que se transporte, conserva-se preso sempre ao corpo físico por um laço fluídico , que serve para lembrá-lo de retornar a este, desde que a sua presença ali se torne necessária. Somente a morte rompe esse laço.1
 O resultado imediato do sono é o sonho, conceituado pelos orientadores da Codificação Espírita como “(…) a lembrança do que o vosso Espírito viu durante o sono. Notais, porém, que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. (…).”2
Todas as pessoas sonham, uma vez que o Espírito continua em plena atividade enquanto o corpo físico dorme. Apenas não se recordam dos acontecimentos ocorridos na  outra   dimensão da  vida: “(…) como o corpo é matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões  que  o Espírito recebeu, já que tais impressões não chegaram ao Espírito por meio dos órgãos do corpo.”3
A relativa liberdade adquirida pelo Espírito encarnado durante o sono apresenta, contudo,  algumas características que merecem ser assinaladas.
- Ampliação das faculdades psíquicas:  “ (…) Sabei que, quando o corpo repousa, o Espírito tem mas faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Adquire mais poder (…).”4
 Os sonhos são efeito da emancipação da alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida, que se estende aos lugares mais distantes ou que jamais viu (…).5
 - O sono é  treino para a desencarnação: “O sono liberta a alma parcialmente do corpo. Quando dorme, o homem se acha momentaneamente no estado em que ficará de forma definitiva depois da morte. (…).”6
 - O sono viabiliza o encontro com entes queridos e com os bons Espíritos
 Por efeito do sono, os Espíritos estão sempre em relação com o mundos dos Espíritos (…) O sono é a porta que Deus lhes abriu para entrarem em contato com seus amigos do Céu; é o recreio depois do trabalho, enquanto esperam a grande libertação, a libertação final, que os restituirá ao meio que lhes é próprio.7
- O sono possibilita oportunidades de progresso espiritual: “(…) quando dormem, vão para junto dos seres que lhes são superiores; viajam, conversam, conversam e se instruem com eles. Trabalham mesmo em obras que encontram prontas ao morrerem. (…).”8
- Pelo sono os Espíritos imperfeitos buscam os seus afins, a eles se integrando
[Os Espíritos](…) vão, enquanto dormem, ou a mundos inferiores à Terra, onde os chamam velhas afeições, ou em busca de prazeres talvez ainda mais baixos do que os que têm aqui; vão beber doutrinas ainda mais vir, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam entre vós. E o que gera a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de sentir-se o homem, ao despertar, ligado pelo coração àqueles com quem acaba de passar oito ou nove horas de felicidade  ou de prazer. O que também explica essas antipatias invencíveis é o fato de sentirmos intimamente que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque as conhecemos sem nunca as termos visto com os olhos. É também o que explica a indiferença de muitos homens, que não procuram conquistar novos amigos, por saberem que  há outros que os amam e os querem. Numa palavra: o sono influi mais do que pensais na vossa vida.9
À medida que a pessoa desenvolve a capacidade de lembrar-se dos sonhos — há orientações médicas e psicológicas a respeito —, os sonhos se tornam mais nítidos. Surgem, então, com frequência cada vez maior, os chamados sonhos espíritas, assim denominados pela lucidez e coerência das lembranças. Esta situação é de grande valia para o encarnado, auxiliando-o em seu progresso espiritual.
Os avisos por meio dos sonhos desempenham grande papel nos livros sagrados de todas as religiões. (…) É com frequência a ocasião que os Espíritos protetores aproveitam para se manifestar a seus protegidos e lhes dar conselhos mais diretos. São numerosos os exemplos autênticos de avisos por sonhos; porém, não se deve concluir daí que todos os sonhos são avisos, nem, ainda menos, que tudo o que vê em sonho tem uma significação qualquer. Deve-se incluir a arte de interpretar os sonhos no rol das crenças supersticiosas  e absurdas.10
Referência Bibliográfica 
  1. KARDEC, Allan. Obras Póstumas. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. Pt. 1, cão. IV, it. 24, pág. 74/75.
  2. _____. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 4ª ed. 1ª imp. Questão 401, pág. 209. Brasília: FEB Editora, 2013.
  3. ____. Questão 403, pág. 210.
  4. ____. Questão 402, pág. 207.
  5. ____. Pág. 209.
  6. ____. Pág. 208.
  7. ____. Pág. 209.
  8. ____. Obras Póstumas. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. Pt. 1, cap. IV, it. 24, pág. 75.
  9. ____. Pág. 75/76.




10. ____. A Gênese. Os Milagres e as predições. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. Cap. XV, it. 3, pág.265.

Marta Antunes Moura, coordenadora das Comissões Regionais na área da Mediunidade da Federação Espírita Brasileira (FEB), Vice-presidente da FEB.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

EXPOSIÇÃO DO EVANGELHO - MÊS DE OUTUBRO

- 01 OUT 2013 - 3ª Feira: O OUTRO E AS VIRTUDES. Expositora: VALDEREZ;
- 03 OUT 2013 - 5ª Feira: ALLAN KARDEC, O CODIFICADOR. Expositor: SOUSA;
- 08 OUT 2013 - 3ª Feira: NÃO ACREDITEIS EM TODOS OS ESPÍRITOS. Expositor: SÉRGIO;
- 10 OUT 2013 - 5ª Feira: BENEFÍCIOS PAGOS COM A INGRATIDÃO. Expositor: GALLENO;
- 15 OUT 2013 - 3ª Feira: NÃO JULGUEIS, A FIM DE QUE NÃO SEJAIS JULGADO... Expositor: ARISTIDES;
- 17 OUT 2013 - 5ª Feira: O CENTRO ESPÍRITA. Expositora: VALDEREZ;
- 22 OUT 2013 - 3ª Feira: O SACRIFÍCIO MAIS AGRADÁVEL A DEUS. Expositora: ELISABETH;
- 24 OUT 2013 - 5ª Feira: INJÚRIA E VIOLÊNCIA. Expositor: BARBOSA;
- 29 OUT 2013 - 3ª Feira: A CÓLERA. Expositor: ELZER;
- 31 OUT 2013 - 5ª Feira: DEIXAI AOS MORTOS O CUIDADO DE ENTERRAR SEUS MORTOS. Expositor: SOUSA. 
Centro Espírita Lar de Jesus - Rua 3, 5211 - Loteamento Vila Paris - Bairro SAMAPI

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

SERVIR E MARCHAR
"Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas
e os joelhos desconjuntados." - Paulo. Hebreus, 12:12.
Se é dificil a produção de fruto sadio na lavoura comum, para que não falte o pão do corpo aos celeiros do mundo, é quase sacrificial o serviço de aquisição dos valores espirituais que significam o alimento vivo e imperecivel da alma.
Planta-se a semente da boa-vontade, mas obstáculos mil lhe prejudicam a germinação e o crescimento.
É a aluvião de futilidade da vida inferior.
A invasão de vermes simbolizados nos aborrecimentos de toda sorte.
A lama da inveja e do despeito.
As trovoadas da incompreensão.
Os granizos da maldade.
Os detritos da calúnia.
A canícula da responsabilidade.
O frito da indiferença.
A secura do desentendimento.
O escalracho da ignorância.
As nuvens de preocupações.
A poeira do desencanto.
Todas as forças imponderáveis da experiência humana como que se conjugam contra aquele que deseja avançar no roteiro do bem.
Enquanto não alcançarmos a herança divina a que somos destinados, qualquer descida é sempre fácil. . .
A elevação, porém, é obra de suor, persistência e sacrificio.
Não recues diante da luta, se realmente já podes interessar o coração nos climas superiores da vida.
Não obstante defrontado por toda a espécie de dificuldades, segue para a frente, oferecendo ao serviço da perfeição quanto possuas de nobre, belo e útil.
Recorda o conselho de Paulo e não te imobilizes.
Movimenta as mãos cansadas para o trabalho e ergue os joelhos desconjuntados, na certeza de que a obtenção da melhor parte da vida é preciso servir e marchar, incessantemente.
Do Livro FONTE VIVA. Emmanuel / Chico Xavier

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SEXO TRANSVIADO
Tema - Conduta espírita ante o sexo transviado

Ouvirás referências descaridosas, em torno do sexo transviado; no entanto, guardarás invariável respeito para com os acusados, sejam eles quais forem.   Muito fácil traçar caminhos no mapa. Sempre difícil trilhá-los, debaixo da temprestade, às vezes sangrando as mãos para sanar dificuldades imprevistas.
   É preciso saber penetrar fundo nas necessidades do espírito, para enxergá-las com segurança.
   Aplica a bondade e a compreensão, toda vez que alguém, se levanta contra alguém, porque, em matéria de sexo, com raras exceções, todos trazemos heranças dolorosas de existências passadas, dívidas a resgatar e problemas aresolver.
   Muitos daqueles que apontam, desdenhosamente, os irmãos caídos em desequilibrio emotivo, imaginando-se hoje anichados na virtude, são apenas devedores em moratória, que enfrentarão, amanhã, aflitivas tentações e provações, quando soar o momento de reencontrarem os seus credores de outras eras.
   Não condenarás.
   Enunciando tais conceitos não aceitamos os desvarios afetivos como sendo ocorrencias naturais. Propomo-nos defini-los por doensas da alma, junto das quais a piedade é trazida para silenciar apreciações rigoristas.
     
   Nas quedas de sentimentos, há que considerar não somente a fraqueza, necessitada de compaixão, mas também, e muito comumente, o processo obsessivo que reclama socorro ao invés de censura.
   Não podemos medir a nossa capacidade de resistência, no lugar do companheiro em crise, e, por isso, é aconselhável caminhar com a misericórdia em quaisquer situações, para que a misericórdia não nos abandone quando a vida nos chame ao testemunho de segurança moral.
   Se alguem caiu em desvalimento ou desceu à loucura, em assunto do coração, misericórdia para ele! Em todas as questões do sexo transviado, usa a misericórdia por base de qualquer recuperação. E, quando a severidade nos intime a gritar menosprezo, acalastar maledicência, estender escárnio ou receitar punições, recordemos Jeus. Aquele de nós que jamais tenha  errado, em nome do amor, seja em pensamento ou palavra, atitude ou ação, atire a primeira pedra.
Emmanuel / Chico Xavier - Do Livro Encontro Marcado.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

EM SEU BENEFÍCIO

     Não se agaste com o ignorante; certamente, não dispõe ele das oportunidades que iluminam seu caminho.
 Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem no cárcere do exclusivismo e merecem compaixão como qualquer prisioneiro.
      Não se perturbe com o malcriado; o irmão intratável, na maioria das vezes, tem o fígado estragado e os nervos doentes.
    Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário, quando você detém excessos.
       Não se zangue com o ingrato; provavelmente é desorientado ou inexperiente.
      Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.
       Desculpe o desertor; ele é fraco demais e mais tarde voltará à lição.
       Auxilie o doente; agradeça ao Divino Poder o equilíbrio que você está conservando.
       Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o principio.
       Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.
André Luiz / Chico Xavier - Do Livro Agenda Cristã.

sábado, 17 de agosto de 2013

Alguns Equivocos da Prática Pedagógica na Evangelização.

Federação Espírita Brasileira
Departamento de Infância e Juventude
Campo Experimental de Brasília                                                                    
                                                 

Jesus, o grande pedagogo, deixou-nos em seus ensinamentos, diretrizes para todas as situações da vida.
“Ide e ensinai a todas as gentes”. Com essa mensagem Jesus exorta seus discípulos a pregar e ensinar.
E quando disse: __ “Não se põe à candeia debaixo do alqueire”, Jesus alerta a todos para a responsabilidade na difusão do saber. Referimo-nos a esses ensinamentos a fim de solicitar aos Evangelizadores a reflexão sobre as responsabilidades dos que se propõe a levar o Evangelho de Jesus aos corações das crianças e jovens. Em Evangelização Espírita, a prática do amor é a condição primordial para a execução da tarefa e a auto-avaliação evitará que o evangelizador cometa equívocos que prejudiquem o grande alcance desse trabalho.
Registramos alguns equívocos cometidos na prática da evangelização:
a) Com o pretexto de atualizar-se, estudar obras variadas deixando de lado as obras da codificação Espírita.
b) Analisar com seus alunos temas de interesse dos jovens, explorando os aspectos biológicos, psicológicos ou sociais, sem estuda-los à luz da Doutrina Espírita.
c) Acreditar sempre que a ajuda espiritual poderá suprir o planejamento de ensino e a preparação adequada do evangelizador.
d) Expor a Doutrina Espírita de maneira sofisticada e apresentando teorias científicas do mais alto raciocínio, afastando de suas aulas aqueles que possuem menos conhecimento.
e) Esquecer-se de relacionar o conteúdo doutrinário com as experiências de vida de seus alunos.
f) Ausentar-se dos grupos de estudo da Doutrina Espírita, acreditando já possuir conhecimentos suficientes.
g) Desvalorizar as experiências pedagógicas concretas, sem o devido exame, por preconceito ou auto-suficiência. Lembremo-nos que “do nada, nada se tira”. “Tudo o que germina, germina d’uma semente”. “Não podemos esperar que aflorem na alma da mocidade qualidades nobres e elevadas sem que, previamente, tenhamos feito ali a sua sementeira”.
“A sementeira do bem e da verdade, do amor e da justiça nunca se perde. Sua germinação pode ser imediata ou remota, porém jamais falhará”. “A obra da redenção humana é obra de educação”.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

NOS COMPROMISSOS DO TRABALHO

Nunca se envergonhe, nem se lamente de servir.
Enriquecer o trabalho profissional, adquirindo conhecimentos novos , é simple dever.
Colabore com as chefias através da obrigação retametne cumprida, sem mobilizar expedientes de adulação.
Em hipótese alguma diminuir ou desvalorizar o esforço dos colegas.
Jamais fingir enfermidades ou acidentes, principalmente no intuito de se beneficiar das lei de proteção ou do amparo das instituições securitárias, porque a vida costuma cobrar caro semelhantes mentiras.
Nunca atribua unicamente a você o sucesso dessa ou dquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que considerar o espirito de equipe.
Sabotar o trabalho será sempre deteriorar o nosso próprio interesse.
Aceitar a desordem ou estimulá-la, é patrocinar o próprio desequilibrio.
Você possui inúmeros recursos de promover-se ou de melhorar a própria área de ação, sem recorrer a desrespeito, perturbação, azedume ou rebeldia.
Em matéria de remuneração, recorde: quem trabalha deve receber, mas igualmente quem recebe deve trabalhar.
André Luiz / Chico Xavier - Sinal Verde