sexta-feira, 14 de agosto de 2015

SERVIR COM JESUS

Imaginemos larga região de trevas em que se arrojaram irmãos nossos imprevidentes e sofredores.
Nessa estranha paisagem repontam espinheiros agressivos e furnas inquietantes, nos quais companheiros nossos jazem agoniados, a esmorecerem de desalento e de fome.
Nada além da sombra, que lhes impede a tranquilidade e cerceia a visão . . .
Mentalizemos alguém que possui humilde lanterna, capaz de fazer luz, a descer do próprio conforto para ajudar . . .
Aqui levanta os caídos, além soergue os que chafurdam em desespero . . .
Agora, mitiga a sede dos que perderam toda a esperança, depois improvisa remédio e pão, assistência e alegria aos que gemem, angustiados, sob as garras da prova . . .
Semelhante paisagem, meus filhos, é, sem dúvida, o retrato dos padecimentos humanos e esse alguém providencial, com bastante amor para esquecer-se e alumiar os que choram ensandecidos pela névoa da ignorância ou da enfermidade, da expiação e da dor, será sempre aquele coração que use dinheiro e consolo, possibilidade e cultura no auxílio ao próximo tombado em necessidade.
Lembremos-nos disso e consoante as nossas obrigações, diante da caridade com o  Cristo, acendamos a nossa lanterna, qualquer que seja o tamanho e façamos luz.
BEZERRA
(Página psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier).

Palestra Pública


Dia 20 Ago 2015 - 19:00 horas, no Centro Espírita Lar de Jesus

Expositora: GUANA.

Tema: A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS.

Contamos com sua presença.

A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.  André Luiz/Chico Xavier - Sinal Verde

domingo, 9 de agosto de 2015

Dia dos Pais

Parabenizamos a todos os Pais que estão contribuindo com a Obra de Deus, dando o seu trabalhos para a continuidade do progresso da raça  humana.
Parabéns Papai! 

Tons de Liderança

Discrição, serenidade, ação, resultado.

São apenas quatro vocábulos que podem bem definir o perfil do líder servidor, cujos significados colhemos do dicionário para facilitar nosso entendimento.

Discrição é a qualidade de ser discreto. Discreto é o que não chama atenção, que se comporta de maneira comedida, prudente… Não nos cabe aparecer, destacados como se fôssemos estrelas, no empreendimento em execução. O mais importante é o trabalho, a obra. O servidor é apenas o instrumento que deve se portar humildemente ante as oportunidades de desenvolvimento que lhe são ofertadas pela misericórdia divina.
Serenidade evoca sereno, caracterizado pela ausência de perturbações, agitações; tranquilo, manso, ordeiro; que denota paz e tranquilidade de espírito. Não dispensa a firmeza necessária para a tomada de decisões. Jesus possuía a habilidade extraordinária de aliar serenidade e firmeza. Por esses e muitos outros valores é considerado o maior líder de todos os tempos.
Ação refere-se à disposição para agir, fazer algo, movimentar-se. Remete ao dinamismo. Albert Einstein afirmou que “nada acontece até que algo se mova”. Para agir é necessário ter vontade, a primeira e mais importante das potências da alma, classificadas e estudadas por Léon Denis na obra O problema do ser, do destino e da dor.
Resultado é o que todos buscamos. Trata-se da consequência, do atingir o intento buscado; alcançar a meta; sentir-se realizado pela conquista. Agimos para obtenção de resultados, para atingirmos algum objetivo. As conquistas dos resultados vão dando sentido à vida e ao estímulo de viver cada vez mais entusiasmado. Nossas buscas devem-se pautar nos princípios da justiça, do amor e da verdade.
O ideal é que as quatro características caminhem juntas para uma liderança exitosa. É preciso agir discreta e serenamente para se atingir os resultados de uma verdadeira liderança servidora.
Porém, como aplicar esses conceitos no dia a dia de nossas existências, considerando que todos somos líderes?
Refletindo sobre o assunto, chegamos à conclusão de que é necessário adotar um método de trabalho que contemple três vertentes relacionadas entre si:
1ª) aproximação nas relações – aqui nos referimos a pessoas e equipes. É preciso estar junto, efetivamente unidos uns aos outros, eliminando distâncias e superando barreiras. Como nos ensina Emmanuel, vivemos em regime de condomínio espiritual, de interdependência de uns para com os outros, sendo indispensável que nos aproximemos como companheiros e irmãos. Na expressão do Cristo: os seus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem.
2ª) alinhamento de objetivos – trata-se de processos e projetos por meio dos quais são desenvolvidos os serviços sob nossa responsabilidade. Todos nós precisamos chegar a algum ponto e quando trabalhamos em conjunto, mais que um grupo, formamos uma equipe, com visão sistêmica, e quando unida, procura atingir um fim. Em vez do individualismo, impera o coletivo. Por isso, alinhar, caminhar junto para o mesmo ponto, com auxílio recíproco, tornam-se as normas fundamentais de comando e de execução.
3ª reciprocidade nas comunicações – diz respeito aos resultados. A comunicação é uma via de mão dupla. É o mecanismo de tornar comum, como um, sendo necessário o diálogo, o entendimento, a fim de que os processos fluam e os resultados sejam alcançados. Sem comunicação não há caminho, como nos alerta Bezerra de Menezes. Assim, a reciprocidade nas comunicações é a capacidade de reconhecer que não somos donos da verdade, e que precisamos aprender a escutar, mais que falar…
A experiência tem demonstrado que quando surge um problema e chega-se a um conflito é porque houve falha em uma ou mais das vertentes relacionadas: seja na relação interpessoal/interequipes, seja falta de alinhamento nos objetivos ou dificuldades na comunicação.
Quando adotamos medidas preventivas, situações difíceis podem ser evitadas. Todavia, quando já estamos enfrentando conflitos, é necessário que o tom de liderança baseie-se na discrição e serenidade, com firmeza, para que as ações colimem os resultados esperados.
Não se trata de uma fórmula; entendemos como sendo uma proposta de valores e de métodos fundamentados nos ensinos do Evangelho de Jesus que o Espiritismo nos convida a vivenciar todos os dias.
Por essas razões, temos adotado como filosofia de ação no bem a recomendação dos amigos espirituais: VQVSCJ e SOS.
Mas, isso é assunto para outra matéria.
Geraldo Campetti Sobrinho é vice-presidente da Federação Espírita Brasileira.  
Coordenador da FEB Editora, responsável pela Biblioteca de Obras Raras e Museu da Federação. 
É apresentador do programa Livros que Iluminam da FEBtv.
Transcrito do sitio: www.febnet.org.br

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Consolador, Espírito de Verdade

Alguns espíritas, por vezes, questionam:"O Consolador,  Espírito de Verdade, é um Espírito, uma equipe, o próprio Cristo, ou a Doutrina Espírita?"
Allan Kardec, transcreve no item 2, do capítulo VI de "O Evangelho Segundo o  Espiritismo" e no item 35 do capítulo XVII de "A Gênese": - Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: - O Espírito de Verdade, (...) que ficará convosco e estará em vós. (...) O Consolador (...) que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vós fará recordar tudo o que vos tenho dito (João, XIV, 15 a 17 e 26)."
Buscando responder ao questionamento acima, pode-se entender que, conforme o enfoque abordado, qualquer uma das quatro hipótese é verdadeira:
     É um Espírito quando, no dia 25 de março de 1856, na casa do Sr Baudin, tendo por médium a Srta Baudim, em resposta à pergunta formulada por Kardec "Consentirás dizer-me quem és?", escreve: "Para ti chamar-me-ei Verdade e todos os meses, aqui, durante um quarto de hora, estarei à tua disposição." (Obras Póstumas" - A minha primeira iniciação no Espiritismo  - Meu guia espiritual). É também um Espírito quando assina as mensagens que psicografou e que o Codificador transcreve no prefácio e nas "Instruções dos Espíritos" nos capítulos VI e XX de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
     Representa uma equipe quando faz referência à falange que, sob sua supervisão, e da qual Kardec faz parte, atuou na obra da Codificação.
Pode ser, eventualmente, o próprio Cristo, coordenador maior, em todo o nosso orbe, do planejamento das revelações espirituais, como dá a entender o conteúdo das mensagens 5 e 7 contidas no capítulo VI de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
     
Constitui, ainda, a Doutrina Espírita, nas palavras do próprio Kardec: "O Consolador é, pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito de Verdade." ("A Gênese", capítulo XVII, nº 39).
     O que desejamos enfatizar nesta oportunidade, acima de tudo, são os frutos do trabalho da equipe do Espírito de Verdade, os quais iniciaram sua consolidação no plano material no dia 18 de abril de 1857 com a publicação de "O Livro dos Espíritos", base do pentateuco espírita, uma vez que as outras quatro obras que compõem a Codificação representam o desenvolvimento de cada uma das suas quatro partes, ou seja, "O Livro dos Médiuns" (parte segunda), "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (parte terceira), "O Céu e o Inferno" (parte quarta) e "A Gênese" (parte primeira).
     A "Revista Espírita" (1858/1859) e Livros como "Iniciação Espírita", "Viagem Espírita em 1862" e "Obras Póstumas" são também seus frutos.
    Há 158 anos, pois, com esforço impar e abnegada dedicação do Prof. Hippolyte Léon Denizard Rivail, cumpriu-se no plano físico a promessa de Jesus sobre a vinda do Consolador, Espírito de Verdade, constiuindo o relevante patrimônio espiritual contido na Terceira Revelação (a primeira veio com Moisés e a segunda com o próprio Cristo), alicerce para a regeneração da Humanidade, ou seja, para as disposições morais das pessoas se modificarem para melhor, combatendo o materislismo e exercitando virtudes.
    Agradecemos ao Pai Maior a obra portentosa da falange do Espírito de Verdade, cumprindo-nos estudá-la e vivenciar seu conteúdo para que ela, efetivamente, fique em nós para sempre.

Revista Internacional de Espiritismo, abril de 2001 - Editorial.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

NECESSIDADE DO TRABALHO


A necessidade do trabalho é uma lei da Natureza? Livro dos Espíritos - Q 674
- O Trabalho é uma lei da Natureza, pelo próprio motivo de ele ser uma necessidade. A civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta suas necessidades e prazeres.

Só se deve entender por trabalho as ocupações materiais? - Livro dos Espíritos - Q 675
- Não; o Espírito trabalha, como o corpo. Qualquer ocupação útil é um trabalho.
Na Ausência do Amor
Aquele que diz que está na luz, mas odeia o seu irmão, está nas trevas até agora. O que ama o seu irmão permanece na luz e nele não há ocasião de  queda. Mas o que odeia o seu irmão está nas trevas; caminha nas trevas, e não sabe aonde vai, porque as trevas cegaram os seus olhos.1,João, 2:9-11. (Bíblia de Jerusalém)
Sob esse título, Emmanuel analisa que as diferentes manifestações da intransigência ou fanatismo refletem uma alma enferma, doente porque escolheu  viver na ausência do amor.
Se não sabes cultivar a verdadeira fraternidade, será atacado fatalmente pelo pessimismo, tanto quanto a terra seca sofrerá o acúmulo do pó. Tudo incomoda aquele que se recolhe à intransigência. Os companheiros que fogem às tarefas do amor são profundamente tristes pelo fel de intolerância com que se alimentam. 1
Como enfermidade do Espírito, a intransigência expressa severidade ou rigor perante os comportamentos  e opiniões humanas. Em se tratando de ação política ou  religiosa, a intransigência demonstra  atitude odiosa, agressiva, a respeito daqueles de cuja opinião ou crença se diverge.
Estejamos, pois, atentos porque a intransigência não se instala abruptamente. Requer um período de incubação gradual, semelhante ao que acontece nas doenças infecciosas. Só que no caso da intransigência,  a infecção ocorre na alma.
Procuremos guardar a devida vigilância com o intuito de aprender identificar sinais reveladores dessa terrível infecção espiritual,  alguns dos quais são assim destacados por Emmanuel:
Convidados ao esforço de equipe, asseveram que os homens respiram em bancarrota moral. Trazidos ao culto da fé, supõem reconhecer, em toda parte, a maldade e a desilusão. Chamados à caridade, consideram nos irmãos de sofrimento inimigos prováveis, afastando-se irritadiços. Impelidos a essa ou àquela manifestação de contentamento, recuam desencantados, crendo surpreender a maldade e a lama nas menores exteriorizações de beleza festiva.1
O filósofo iluminista Voltaire já afirmava que a intransigência ou fanatismo “[…] é para a superstição o que o delírio é para a febre, o que a raiva é para a cólera. Aquele que tem êxtases, visões, que toma os sonhos como realidades, e suas imaginações como profecias, é um entusiasta; aquele que alimenta sua loucura com assassinato é um fanático.”
A história humana está repleta de atentados cometidos contra a Lei de Deus porque pessoas fanáticas ou intransigentes, agindo como juízes severos e frios, não hesitaram em cometer crimes, condenando à morte ou à perseguição implacável  irmãos em humanidade, simplesmente por que estes não pensam como eles. A civilização atual, contudo, indica que o ser humano evoluiu e que leis mais justas foram elaboradas, a fim de que a vida em sociedade possa estabelecer uma convivência mais pacífica.
A pessoa de bem sabe que a é preciso agir com muita prudência e espírito de benevolência perante à divergências encontradas no cenário social.
Excessos dogmáticos, lances de fanatismo, opiniões prepotentes, medidas de intolerância e injúrias teológicas podem ser considerados por enfermidades das instituições humanas, destinadas a desaparecer com a terapêutica silenciosa da evolução e do tempo, embora constituem para todos nós, os espíritas cristãos encarnados e desencarnados, constantes desafios a mais amplo serviço na sementeira da luz. 3
O maior desafio da humanidade atual  é vivenciar o amor, trilhando os caminhos da luz, libertando-se das trevas, como esclarece o apóstolo João na citação inserida no início deste texto: “o que ama o seu irmão permanece na luz e nele não há ocasião de  queda.” O  Amor é, pois a solução, o remédio salutar, a vacina eficiente, que cura e produz imunidade às enfermidades espirituais.
Quem ama o próximo sabe, acima de tudo, compreender. E quem compreende sabe livrar os olhos e os ouvidos do venenoso visco do escândalo, a fim de ajudar, em vez de acusar ou desservir.
É necessário trazer o coração sob a luz da verdadeira fraternidade, para reconhecer que somos irmãos uns dos outros, filhos de um  só Pai.4
Referências 
  1. XAVIER, Francisco Cândido. Fonte viva. Pelo Espírito Emmanuel. 1 ed. 6 imp. Brasília: FEB, 2013. Cap. 158, p. 333.
  2. Dicionário filosófico. Tradução de Ciro Mioranza e Antonio Geraldo da Silva.São Paulo: editora Scala, 2008, p. 258.
  3. XAVIER, Francisco Cândido. Justiça divina. Pelo Espírito Emmanuel. 14 ed. 3 imp. Brasília: FEB, 2013. Cap. 76, p. 184.
  4. Fonte viva. Pelo Espírito Emmanuel. 1 ed. 6 imp. Brasília: FEB, 2013. Cap. 159, p. 335.